Mesas Redondas

1. La porosidad de los límites: zonas de contacto en la imaginación biopolítica latinoamericana

Álvaro Fernández-Bravo, New York Univ., Buenos Aires

Este trabajo propone explorar territorios de convergencia entre lo animal y lo humano a partir de configuraciones en la etnografía, las artes visuales y la literatura latinoamericana moderna y contemporánea. La propuesta es releer las zonas de contacto como coyunturas donde la articulación entre lo animal y lo humano se vuelve más potente, tanto en el forzamiento de su separación (taxonomías) como en su convergencia irreductible. A tal efecto se estudiarán dispositivos de domesticación (taming), políticas de resistencia humano-animal y espacios de convivencia y contacto entre lo animal y lo humano (mitos, instalaciones, filmes, relatos). El trabajo propone un diálogo con la teoría contemporánea y sus aportes en torno a la disolución de la diferencia animal-humano (Ludmer 2010), los procesos de desanimización del mundo (Viveiros de Castro 2002) y el devenir animal de lo humano, es decir, el cuestionamiento radical de los restos evolucionistas aún activos en nuestra cultura (Lestel, Rancière) y la crisis terminal del humanismo occidental (Sloterdijk, Esposito, Taussig), a la luz de intervenciones localizadas en el ámbito latinoamericano.

2. A guerra dos animais: zoopolíticas latinoamericanas

Gabriel Giorgi, New York University, EUA

Mi ponencia se propone interrogar algunos textos de ficción narrativa del Cono Sur que hacen de la “guerra entre especies” el motivo principal de su narración. Se trata de textos en los que la “cuestión animal” proporciona un terreno clave para narrar e imaginar la construcción de un orden soberano y para inscribir sus resistencias; textos, en otras palabras, que tematizan y narran la producción violenta y normativa de distinciones entre humanidad y animalidad como fundamento sobre el que se afirma el orden soberano de los Estados-nación modernos. El Estado-nación emerge allí como una “máquina zoopolítica” que produce sistemáticamente modos de distribución y diferenciación entre humano y animal. Al hacerlo, estos textos permiten interrogar aspectos neurálgicos de la(s) modernidad(es) latinoamericana(s) en tanto que proyectos civilizatorios y poscoloniales todo el tiempo asediados y deconstruidos por su relación con “lo animal.” Los textos sobre los que se enfoca el trabajo son “Los caballos de Abdera”, del argentino Leopoldo Lugones (1905) y “Juan Darièn” del uruguayo Horacio Quiroga (1924). El trabajo también se cierra con una mención de “Los pichiciegos”, de Fogwill (1990) como índice de una re-articulación profunda de las relaciones entre animalidad y guerra, y como reflexión de una nueva relación entre la “cuestión animal” y modos de la resistencia política.

3. Compaixão animal

Márcio Seligmann-Silva, Unicamp

O trabalho estuda a questão da compaixão, que na história do pensamento foi ora tratada como uma marca da humanidade, ora pensada como uma marca de nossa origem natural e animal. Para Lactâncio, por exemplo, sem piedade o homem é um animal. O texto parte de uma discussão de Buffon que falava de uma compaixão como uma de nossas “affections naturelles”. Para ele “a alma tem menos a ver do que o corpo neste sentimento de piedade natural e os animais, assim como o homem, são suscetíveis a ele; o grito de dor os comove, eles correm para socorrer; eles retrocedem diante da visão de um cadáver da sua espécie.” O animal compassivo é posto, no texto, diante do homem compassivo. Em ambos os casos aflora, por detrás da compaixão “natural”, o espectro da violência aniquiladora.

4. De animais e literatura: Rosa, Kafka e Coetzee

Eneida Maria de Souza, UFMG/UFSJ

Na revisitação do arquivo urbano presente no Diário de guerra, de Guimarães Rosa (1939-1942), o zoológico Hagenbeck Tierpark, em Hamburgo, foi o lugar mais visitado pelo escritor nesse período. Neste ambiente no qual os animais se encontram deslocados de seu habitat, expostos à curiosidade alheia, é que Rosa encontra inspiração para continuar fabulando sua literatura. O livro de memórias de Carl Hagenbeck, fundador do zoológico, publicado em 1908, Von Tiren und Menschen (De animais e de homens, na tradução francesa, Cages sans barreaux) revela a proliferação de saberes positivistas e classificatórios, como a evolução das espécies, marca registrada do pensamento colonialista europeu. É por meio da inversão desses valores que a obra de Rosa se impõe, pela diluição de hierarquias, consolidadas ao longo do século, destacando-se, entre elas, natureza/cultura, homem/animal, racionalidade/ irracionalidade. Este ensaio tem o objetivo destacar o encontro possível entre o escritor brasileiro, Carl Hagenbeck, Franz Kafka e J. M. Coetzee. Reunidos em torno do tratamento da questão do animal na ficção moderna e da discussão sobre os equívocos produzidos pela razão científica, é possível criar um fio de raciocínio entre o conto de Kafka, “Um relatório para uma academia”, de 1919, a referência, nesse conto, à empresa de Carl Hagenbeck, captadora de animais para o zoológico, além de discussões promovidas pela personagem Elizabeth Costello, nos livros de Coetzee A vida dos animais e Elizabeth Costello.

5. Limites da espécie: crise rural e figuras de metamorfose na narrativa latino-americana moderna

Jens Andermann, Birkbeck College, UK

Este trabalho propõe estudar uma série de ficções latino-americanas do século XX, desde Horacio Quiroga e Graciliano Ramos a Juan Rulfo, João Guimarães Rosa e José María Arguedas, além de algumas representações de crise rural nas artes plásticas e no cinema (Cândido Portinari, Antonio Berni, Nelson Pereira dos Santos). Em todas elas, gostaria de sugerir que uma situação de crise relacionada aos ritmos naturais interferidos pela pressão exercida pela modernidade sobre a área rural —uma crise de lugar e espaço— encontra seu ponto de máxima intensidade em experiências referidas a animais e crianças, cujas formas diferentes de percepção e interação com o espaço ameaçam a coerência do sujeito adulto e humano. Como sujeitos, eles mesmos, de metamorfose e contiguidade fluida com o ambiente circundante, animais e crianças providenciam um tipo de visão próprio duma história natural, no sentido literal da palavra, e que se contrapõe de maneira subversiva às ‘ficções da espécie’ (G. Giorgi) e às animalizações do outro nas narrativas civilizadoras e fundacionais da literatura latino-americana.

6. Apresentar o irrepresentável: paisagem com bois e vaca amarela

Paula Glenadel, UFU

Aproximar o conto de Guimarães Rosa “Conversa de bois” (Sagarana, 1946) do quadro “A vaca amarela” (1911), de Franz Marc, pintor expressionista ligado ao movimento Der Blaue Reiter, significa repensar a representação dos animais, forçando os limites do comentário batailliano sobre a “mentira poética da animalidade” até fazer da poesia o lugar de uma verdade ética da hospitalidade com a qual se dá acolhida ao totalmente outro. Essa verdade, longe de estar aí disposta, se manifesta como exigência do impossível, como no dito de Derrida: “Un acte d’hospitalité ne peut être que poétique”. No conto, coexistem estruturas mais tradicionais de representação (transcrição de pensamentos e sentimentos atribuídos aos animais, compartilháveis pelo ser humano) com a tentativa poética de encontrar através da plasticidade da linguagem algo que seria traço irredutível dos bichos (nomes compostos expressando o estranhamento daquilo que nossa linguagem trata com naturalidade em uma única palavra pressupondo a unicidade do fenômeno); no quadro, a representação da vaca vista de fora mistura-se ao cromatismo em amarelo com o qual o pintor busca apresentar poeticamente algo do afeto dos bichos em sua “visão de mundo”.

7. No tempo em que os animais falavam

Marisa Lajolo, Unicamp/Mackenzie

Fábulas constituem um gênero antiquíssimo, já documentado em civilizações pré-cristãs. As raízes do fabulário que chega ao Brasil são greco-latinas e na palavra “fábula” a etimologia aponta o significado de “falar”, ação que, atribuída a animais ou a seres inanimados é responsável pelo caráter “maravilhoso” do gênero. O texto a ser apresentado discutirá modos da presença de animais em fábulas em circulação no Brasil através da obra de Monteiro Lobato.

8. Corpo bestial, mente racional

Jacyntho Lins Brandão, UFMG

Este trabalho tem como objeto narrativas de metamorfoses gregas e latinas que envolvem a experiência de seres humanos transformados em animais. Enfoca dois aspectos: a) como se apresentam as mudanças que afetam os corpos e como são elas descritas; b) como se celebra o contrato entre mente humana e corpo animal. Além dos aspectos meramente narrativos, os relatos de metamorfose levantam, para os pensadores antigos, a questão dos limites entre humanidade e animalidade, ao explorar exemplos paradigmáticos do rompimento dos mesmos. Parece que a manutenção da mente humana num corpo não-humano constitui o ponto principal que incita a curiosidade, conforme sublinha Santo Agostinho, a propósito da experiência de Lúcio, protagonista do Asno de ouro, de Apuleio: “nec tamen in eis mentem fieri bestialem, sed rationalem humanamque servari” (Cidade de Deus XVIII, 18).

9. O épico animal: o Visconde de Taunay e James Joyce na revolução dos bichos

Sérgio Medeiros, UFSC

Em suas respectivas obras, o escritor brasileiro do século XIX e o escritor irlandês do século XX colocam seus personagens diante do animal, criando uma situação em que o soldado e o herói da épica moderna começam a ser vistos, nas páginas de seus escritos memorialísticos e ficcionais, de uma perspectiva invertida, ou seja, a partir dos seres que se arrastam ou andam sobre quatro patas. O chão, e não mais o céu, é o limite do personagem heroico e guerreiro que se depara, no cotidiano e no campo de batalha, com insetos e felinos, que se tornam desde então indiscutível padrão de comportamento ou parâmetro existencial.

10. As termitas e a mediação

Raul Antelo, UFSC

O Ser real concreto é, ao mesmo tempo, identidade e negatividade. Logo, ele não é apenas um Ser-estático-dado (espaço e natureza), mas também um devir (tempo e história). Ele não é apenas identidade-ou-igualdade-consigo, mas Ser-outro ou negação de si mesmo como dado, e criação de si como diferente desse dado. Em outros termos, o homem não é tão somente existência-empírica e necessidade, mas também ação e liberdade. Querer ser diferente do que se é (negatividade), embora permanecendo como se é (identidade), ou identificar-se com um outro, embora distinguindo-se dele, significa, ao mesmo tempo, ser (e revelar pelo discurso) tanto o que se é, quanto aquilo que não se é. Tornar-se diferente do que se é significa então existir (tal como se foi) para si (tal como se é), de modo que o ser que nega, dialeticamente, o real dado, conserva-o, porém, como negado, isto é, não como eu ideal, mas como ideal do eu. Logo, ele é consciente do que nega. E, se ele nega a si mesmo, deve ser consciente de si, consciente do que nega, consciente de sua mera consistência enquanto semblante. Já o ser simplesmente idêntico só existe em si e para os outros, isto é, em sua identidade consigo mesmo e pelas relações de diferença que o ligam ao resto dos seres idênticos no mundo: ele não existe para si, assim como os outros também não existem para ele. Essa postulação de uma dimensão pós-histórica, baseada no desejo de reconhecimento e, em última análise, no desejo de um desejo, equivale a dizer que o real-objetivo aparece não apenas como animal, mas também como indivíduo livre, essencialmente temporal ou mortal. Além do Ser-dado, há ainda a ação-criadora que culmina numa obra, mas, por outro lado, resgatar a alteridade é suspender essa obra, reconquistando a in-operosidade (Agamben) onde o homem se contempla. Há algo em comum entre Agnus Dei, de Francisco de Zurbarán, as narrativas quíchuas da raposa e do condor, o Prometeu com seu fígado devorado pelo abutre, nas esculturas de Jacques Lipchitz, o Animalaccio (1986), de Roberto Echavarren, as Lecciones para una liebre muerta (2005), de Mario Bellatin, ou “Bandeira branca” (2010), de Nuno Ramos? Talvez a frase que Bataille, aluno de Kojève, anota em seu caderno, “Pas de Vermittlung chez les termites”: não há mediação entre os parasitas.

11. Roberto Arlt y la vida puerca: el cuerpo político del capitalismo

Fermín Rodríguez, San Franscico State University, EUA

Escrita en la inquietante continuidad entre el hombre y el animal, la literatura de Roberto Arlt explora la “vida puerca” – un campo de subjetividades urbanas definidas por la ferocidad y la monstruosidad. Seres deformes, marcados físicamente,habitan una serie de textos donde la representación de lo humano se encuentra animalizada. Pero esta concepción del hombre como naturalmente malo o peligroso que las novelas de Arlt comparten con el grotesco, ¿es inherente a la naturaleza humana? ¿O corresponde a un sistema socioeconómico fundado en la explotación, la opresión, la desigualdad, la competencia feroz entre individuos aislados? Afirmando el carácter político de la vida social, la literatura de Roberto Arlt permite explorar el reverso de los discursos sobre la naturaleza animal del hombre, a saber, una sociedad de mercado que pone al cuerpo viviente del individuo en el centro de las preocupaciones del poder y desgarra los lazos de la solidaridad social en nombre del individualismo.

12. Animais da mitologia celta na poesia irlandesa contemporânea

Luci Collin, UFPR

Com raízes na mitologia celta, a literatura irlandesa, desde seus ciclos mitológicos e sagas gaélicas da Idade Média, tematiza a intensa relação do homem com o animal; descrevendo a organização social da misteriosa “Hibérnia”, há inúmeras histórias de animais mágicos – gatos, cachorros, cavalos, pássaros, alces, porcos, enguias divinizados e adorados pelos irlandeses. Já o épico Táin Bó Cúailnge, do século VIII e de autor desconhecido, narra a lendária história do Touro Marrom de Cooley; da mesma forma, a paródica saga Scél Mucci Mic Dathó narra a dispute entre dois reinos por um cão de caça. Animais mitológicos reaparecem com grande força na literatura irlandesa pré-moderna, na histórica compilação da literatura oral realizada principalmente por Lady Gregory no século XIX, ou na poesia de W. B. Yeats já no século XX. Como os animais mitológicos continuam a ser tematizados na poesia irlandesa contemporânea de, por exemplo, Eiléan Ní Chuilleanáin, Seamus Heaney e Eamon Grennan, entre outros, é o assunto a ser discutido no trabalho.

13. Da terra e do céu, a poesia que vem dos bichos: Manoel de Barros e suas Memórias inventadas

Fernanda Coutinho, UFC

Em Memórias inventadas, A infância (2003), A segunda infância (2006) e A terceira infância (2008), Manoel de Barros traz para a escrita memorialista aspectos formais inusitados e apresenta uma fauna sui generis, composta por lesmas, lacraias, sapos, entre outros animais que habitualmente fogem a uma valoração positiva do ponto de vista estético. A exceção ficaria por conta dos pássaros que se furtam ao padrão de apreciação dos outros animais citados. O presente trabalho busca, de início, evidenciar a poesia do escritor como espaço de inclusão do que muitas vezes é tomado como repulsivo, evidenciando o sentido de metamorfose da arte, enquanto terreno da outridade; em segundo lugar, interessa ver como a figura do animal, em sua atuação no mundo natural, funciona como suporte para a dicção metanarrativa que impregna todo o relato, sendo, portanto, de suma importância, uma vez que as Memórias situam-se no domínio da poeisis.

14. “Eles se tornaram uma linguagem”: animais na poesia de Ted Hughes

Sérgio Alcides, UFMG

Ted Hughes (1930-1998) afirmou conceber os poemas como se fossem um tipo de animal: “Eles têm uma vida própria, como os animais, por parecerem bem separados de qualquer pessoa, mesmo de seu autor”. Tematizar diretamente o animal, então, passa a ser um modo de se aproximar da natureza da poesia. Mais do que simples “poemas sobre animais”, os numerosos “animal poems” de Hughes adquirem um teor metapoético e passam a compor uma vasta reflexão sobre a animalidade da poesia. Mas não num sentido meramente intelectual e literário, porque o enfoque de Hughes confere à comparação um caráter substancial e existencial. A poesia e a animalidade são necessidades humanas conexas, dentro de uma poética construída à margem do desacreditado humanismo ocidental, a qual busca seus principais valores em tradições marginalizadas pela modernidade. Sobressai o interesse do autor pelos xamanismos orientais e ameríndios: a poesia passa a ser vista como uma prática de cura espiritual, indissociável dos aspectos supostamente primordiais do ser humano. Para Ted Hughes, poemas operam curas: “procuramos por eles assim como o animal doente sai à procura de uma erva curativa específica”.

15. Fabre, Bokanowski, Carlito: três versões do anjo

Flora Sussekind, Fund. Casa de Rui Barbosa, RJ

Tomando por base, em particular, três retomadas contemporâneas, em campos artísticos diversos, da figura híbrida do anjo – a de Patrick Bokanowski, no filme O anjo, de 1982; a de Jan Fabre no espetáculo “Anjo da morte”, de 2003, e a série de anjos (boxeadores, galináceos, móveis/estáticos) incluída por Carlito Azevedo no livro Monodrama, de 2009, trata-se, ao lado da singularização de cada um dos trabalhos, de observar como as refigurações, espelhamentos, metamorfoses e tensões entre dinamismo e imobilidade, intensificadas, nos três casos apontados, permitem uma exposição, em via tripla, de processos complexos de (auto)alegorização, de discussão da tópica moderna do anjo e de indagação sobre formas críticas de experiência do mundo

16. El giro animal en la literatura de Wilson Bueno

Julieta Yelin (UNR/Conicet)

El trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre las tensiones a que son sometidas las nociones de animal y animalidad en Manual de zoofilia, Jardim zoológico y Cachoros do Céu de Wilson Bueno, tres textos en los que la búsqueda formal es inseparable de la exploración del imaginario animal como anomalía, es decir, como laboratorio de experimentación para los fenómenos de subjetivación. El giro animal será, entonces, un modo de nombrar ese encuentro entre literatura y filosofía que acontece en la escritura de Bueno, y cuyos efectos sobre el campo de la representación nos parece relevante analizar.

17. O poema, um animal que ri

Manoel Ricardo de Lima, Unirio, RJ

Este trabalho parte da pequena narrativa de Gonçalo M. Tavares intitulada “O animal de Calvino” e do poema de Max Martins intitulado “O animal sorri” para estabelecer uma linha de pensamento que tenta tocar o lugar do poeta, numa perspectiva pós-humana, entre a constituição de um ethos e de um centro móvel e político do tempo agora.

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