Propósito

O Colóquio Internacional Animais, Animalidade e os Limites do Humano vai debater a questão dos animais em sua relação com os humanos. Essa questão tem mobilizado pensadores e pesquisadores das mais diferentes áreas do conhecimento, em várias partes do mundo.

O crescente interesse pelo tema possibilitou o surgimento de um novo campo de investigação que, sob a denominação de Animal Studies, vem se afirmando como um espaço de entrecruzamento de disciplinas oriundas das Ciências Humanas, Sociais e Biológicas, em torno de dois grandes eixos de discussão: o que concerne ao animal propriamente dito e à chamada “animalidade”, e o que se volta para as complexas e controversas relações entre homens e animais não humanos.

Com vistas a explorar esses dois eixos de discussão no campo da Literatura, em interface com outras artes e disciplinas, o Colóquio Internacional Animais, Animalidade e os Limites do Humano propõe uma discussão dos seguintes tópicos temáticos:

  • Animais na literatura e nas artes;
  • Relações entre humanos e não humanos: implicações éticas, políticas e culturais;
  • Exercícios de animalidade e os limites da razão;
  • Monstros, híbridos e transgênicos na cultura contemporânea;
  • A ética pós-humana/pós-humanista e o lugar do animal nas novas paisagens biopolíticas.

2 respostas para Propósito

  1. Minha convivência amistosa (e afetiva) com os animais remonta à primeira infância, em Marilândia, onde vivia num quintal imenso, que emendava com um sitio também extenso, numa época (décadas de 30 e 40 do sec. 20) em que a terra, o ar, a água estavam quase intáctos, e os pássaros, os bichos e os peixes CONVIVIAM com as pessoas, principalmente com as crianças, tão aproximadas da pureza, da naturalidade do meio-ambiente,hoje dilapidado – e carente de uma reviviscência.

    • Nos fundos do quintal há um menino e suas latas maravilhosas.
      Seu olho exagera o azul.
      Todas as coisas desse lugar já estão comprometidas com aves.
      Aqui, se o horiozonte enrubesce um pouco, os besouros pensam que estão no incêndio.
      Quando um rio está começando um peixe,
      Ele me coisa,
      Ele me rã
      Ele me árvore,
      De tarde um velho tocará sua flauta para inverter os ocasos. Parece que o que vocês estão propondo o Manoel de Barros intuia em sua poesia. Teresa Cristina Bendini

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